*
ELA RESOLVEU DAR UMA FESTA E DECIDIU CONVIDAR WOODY, PAUL, JOHN, RINGO E GEORGE.
ABRIU DUAS GARRAFAS DE VINHO E ESTALOU OS DEDOS.
ACENDEU UM CIGARRO E LEU SEU “PERGUNTE AO PÓ” ENQUANTO OS CONVIDADOS NÃO CHEGAVAM.
LEMBROU, NESSE INSTANTE, QUE TINHA ESQUECIDO DE CHAMAR O FANTE PARA A FESTA, E QUE PRECISAVA COMPRAR SNACKS.
WOODY CHEGOU TRAZENDO WHISKY E DUAS GAROTAS.
GARFIELD ANINHOU-SE EM SUA POLTRONA VERDE LIMÃO.
“SALLY CAN’T DANCE” DAVA PIRUETAS NA VITROLA QUANDO OS CONVIDADOS MOSTRARAM QUE TINHAM RÍTMO.
LUCY DESCEU DO SKY ASSIM QUE A BANDEJA DE DIAMANTES ILÍCITOS PASSEOU PELA SALA.
ALICE FAZIA TRUQUES ELABORADOS PELO MÁGICO DE OZ.
KEROUAK DISCOTECAVA ENQUANTO PAQUERAVA CLARK GABLE.
GINGER ROGERS PASSAVA RECEITAS DE GINGER APPLE.
BOB E LOU DISCUTIAM SOBRE FÍSICA QUÂNTICA.
DOROTY DANÇAVA HIP HOP COM SEUS ÁGEIS E BRILHANTES SAPATOS VERMELHOS.
BUKOWISKY SE BALANÇAVA EM SEU BALLET ETÍLICO.
ALI NA PEQUENA SALA FIGURINHAS VIVAS E MORTAS SE MISTURAVAM TRANSFORMANDO O PEQUENO APARTAMENTO NO PAÍS DAS MARAVILHAS.
E EM ALGUM LUGAR ALÉM DO HORIZONTE PESSOAS TACANHAS, DE CABEÇAS CÔNICAS E PEQUENAS, RECEBIAM SERMÕES DO PEQUENO PRÍNCIPE POR ACHAREM TUDO AQUILO TÃO BREGA OU IMORAL.
ACENDEU MAIS UM CIGARRO ENQUANTO PENELOPE TRANSAVA COM JAVIER E ALMODOVAR EM SEU QUARTO.
MAS ELA NÃO LIGAVA. POIS TINHA ENCONTRADO SEU POTE DE OURO.
*
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
*
Lou Reed incendeia meus ouvidos. E me faz lembrar que eu também tenho um “Rock and Roll Heart”...
Penso no dia que tenho pra enfrentar amanhã. Mas penso também na noite de hoje que vem só para expurgar meus pecados.
Ou vivê-los.
A cidade e a idade estão enrijecendo meus sentidos.
Então peço à noite que chegue logo, de mansinho, sussurando no meu ouvido, gelando minha espinha.
“Deep down inside I’ve got a rock and roll heart, looking for a good time”
Vou dançar do chão ao teto. Vou ser tudo que sei que sou e viver a delícia de ter vontades.
Satisfazer cada um de meus desejos, sem pedir consentimentos.
Comerei cigarros e lamberei licores.
Viver meus desejos e meus pecados como há muito tempo não faço.
Vou morder a boca do mundo.
E se você me encontrar por aí, te desejo sorte.
*
Lou Reed incendeia meus ouvidos. E me faz lembrar que eu também tenho um “Rock and Roll Heart”...
Penso no dia que tenho pra enfrentar amanhã. Mas penso também na noite de hoje que vem só para expurgar meus pecados.
Ou vivê-los.
A cidade e a idade estão enrijecendo meus sentidos.
Então peço à noite que chegue logo, de mansinho, sussurando no meu ouvido, gelando minha espinha.
“Deep down inside I’ve got a rock and roll heart, looking for a good time”
Vou dançar do chão ao teto. Vou ser tudo que sei que sou e viver a delícia de ter vontades.
Satisfazer cada um de meus desejos, sem pedir consentimentos.
Comerei cigarros e lamberei licores.
Viver meus desejos e meus pecados como há muito tempo não faço.
Vou morder a boca do mundo.
E se você me encontrar por aí, te desejo sorte.
*
Domingo, 28 de Junho de 2009
*
SAUDADE DE ENROSCAR OS PÊLOS.
DE ME PERDER EM MEIO A CABELOS.
PELES QUE ROÇAM. CHEIROS QUE SE CONFUNDEM.
O MEU MOLHADO, O SEU QUENTE.
O SEU MOLHADO, O MEU QUENTE.
O SEU OLFATO BUSCANDO O MEU CHEIRO MAIS ÍNTIMO.
DENTRO DE MIM DE TODAS AS FORMAS.
ADIVINHANDO OS MEUS CAMINHOS CERTOS.
BOCAS, LÍNGUAS, PERNAS, MÃOS, BARRIGAS.
TODAS AS PARTES SE TOCANDO E SE RECONHECENDO.
O SEU CHEIRO IMPREGNANDO MINHA MEMÓRIA.
SEU CALOR VISITANDO MEU VENTRE.
SUA LÍNGUA PASSEIA E DESCOBRE TODOS OS MEUS VÃOS.
SEUS DEDOS DESVENDAM E EXPLORAM CADA PONTO FRACO.
CÍLIOS BATENDO. PÁLPEBRAS OCULTANDO PUPILAS DILATADAS.
NARIZES AFOITOS. VERTIGEM.
NÃO SAI. FICA AQUI DENTRO. ATÉ SE PERDER.
*
*
Gostava muito mais quando era só a gente conversando, rindo e bebendo, ou mesmo em silêncio, encostados no balcão.
Amar tanto assim, às vezes, cansa.
*
Gostava muito mais quando era só a gente conversando, rindo e bebendo, ou mesmo em silêncio, encostados no balcão.
Amar tanto assim, às vezes, cansa.
*
Domingo, 21 de Junho de 2009
Um blues de sonhos brancos
A dama acende um cigarro.
O fogo alaranjado brinca entre os dedos de sua pequena mão.
Assopra a fumaça bem longe e desenha no ar um caminho de sonhos brancos.
Canta um blues baixinho. Um sorriso triste amarrado nos lábios.
Sonha com luzes e palcos.
Caminha pelas ruas enquanto o inverno chega varrendo seus pés.
Sonha com grandes platéias e aplausos.
Sonha que é livre.
E que as pessoas acreditam em tudo que ela é.
Canta um blues baixinho. Um sorriso triste amarrado nos lábios.
Sonha com a nuca que nunca...
E o abraço.
Sem um ombro pra chorar.
Senta-se no palco.
Lembra-se porque veio ao mundo. Está em casa.
E todo o resto fica lá fora.
Suas palavras avermelhadas dançam no ar.
Canta um blues baixinho, lembra que ali aprendeu a dançar.
E faz a platéia chorar.
A dama acende um cigarro.
Assopra a fumaça pra bem longe.
Agradece e esquece.
Enquanto o inverno chega varrendo seus pés.
O fogo alaranjado brinca entre os dedos de sua pequena mão.
Assopra a fumaça bem longe e desenha no ar um caminho de sonhos brancos.
Canta um blues baixinho. Um sorriso triste amarrado nos lábios.
Sonha com luzes e palcos.
Caminha pelas ruas enquanto o inverno chega varrendo seus pés.
Sonha com grandes platéias e aplausos.
Sonha que é livre.
E que as pessoas acreditam em tudo que ela é.
Canta um blues baixinho. Um sorriso triste amarrado nos lábios.
Sonha com a nuca que nunca...
E o abraço.
Sem um ombro pra chorar.
Senta-se no palco.
Lembra-se porque veio ao mundo. Está em casa.
E todo o resto fica lá fora.
Suas palavras avermelhadas dançam no ar.
Canta um blues baixinho, lembra que ali aprendeu a dançar.
E faz a platéia chorar.
A dama acende um cigarro.
Assopra a fumaça pra bem longe.
Agradece e esquece.
Enquanto o inverno chega varrendo seus pés.
Quinta-feira, 11 de Junho de 2009
Assombração
Você é uma assombração.
Te vejo na madrugada escura que invade meu quarto todas as noites quanto tento olhar a lua.
É a assombração que não me deixa trabalhar durante o dia.
Que me provoca insônia e medo.
Medo de ficar sem você.
Medo de saber que devo ficar sem você.
Você é minha assombração mais delirante.
Meu medo mais delicioso.
Todos meus pensamentos são seus quando dou o primeiro gole no copo de uísque.
Você é a aflição entre o que faço da minha vida hoje e o que eu deveria fazer para o resto de meus dias.
Você é meu último dia de verão.
Meu medo mais delirante.
É o gosto do meu café pela manhã.
Você é a sombra de todos os homens que se aproximam de mim.
É a sombra que dança em meus pensamentos.
Minha assombração mais deliciosa.
Te vejo na madrugada escura que invade meu quarto todas as noites quanto tento olhar a lua.
É a assombração que não me deixa trabalhar durante o dia.
Que me provoca insônia e medo.
Medo de ficar sem você.
Medo de saber que devo ficar sem você.
Você é minha assombração mais delirante.
Meu medo mais delicioso.
Todos meus pensamentos são seus quando dou o primeiro gole no copo de uísque.
Você é a aflição entre o que faço da minha vida hoje e o que eu deveria fazer para o resto de meus dias.
Você é meu último dia de verão.
Meu medo mais delirante.
É o gosto do meu café pela manhã.
Você é a sombra de todos os homens que se aproximam de mim.
É a sombra que dança em meus pensamentos.
Minha assombração mais deliciosa.
Eu não faço nada
Homens felizes são menos interessantes.
É verdade.
Quando eu te conheci não havia tantas pessoas em volta.
Era só a gente. Conversando e bebendo.
Você me contando suas histórias e eu te lançando meus melhores sorrisos.
Os dois sozinhos. E desencanados do resto do mundo.
Bebíamos o mesmo líquido. Porque era tudo que nos restava. Era tudo que tínhamos.
Nos revelando aos poucos.
Desencanados do resto do mundo.
Eu caminhando sozinha pela madrugada.
Me arriscando.
Só pra te ver.
Ao seu lado, calada.
Com a cabeça apoiada, no seu ombro.
Tentando ouvir a música ambiente.
E rindo do nada.
Porque era tudo que nos restava.
Não conversamos mais.
Seus amigos tentam alguma coisa.
Me tentam o tempo todo.
Você prefere minhas amigas.
Eu continuo lançando meus melhores sorrisos em sua direção.
E tento dançar.
Bebo as mesmas bebidas de antes.
E escolho as lembranças.
Enquanto você ganhou o mundo.
Perdi um amigo.
É verdade.
Quando eu te conheci não havia tantas pessoas em volta.
Era só a gente. Conversando e bebendo.
Você me contando suas histórias e eu te lançando meus melhores sorrisos.
Os dois sozinhos. E desencanados do resto do mundo.
Bebíamos o mesmo líquido. Porque era tudo que nos restava. Era tudo que tínhamos.
Nos revelando aos poucos.
Desencanados do resto do mundo.
Eu caminhando sozinha pela madrugada.
Me arriscando.
Só pra te ver.
Ao seu lado, calada.
Com a cabeça apoiada, no seu ombro.
Tentando ouvir a música ambiente.
E rindo do nada.
Porque era tudo que nos restava.
Não conversamos mais.
Seus amigos tentam alguma coisa.
Me tentam o tempo todo.
Você prefere minhas amigas.
Eu continuo lançando meus melhores sorrisos em sua direção.
E tento dançar.
Bebo as mesmas bebidas de antes.
E escolho as lembranças.
Enquanto você ganhou o mundo.
Perdi um amigo.
Sábado, 16 de Maio de 2009
*
Você tem sido uma das minhas maiores provações.
Provocações.
Você veio ao mundo para silenciosamente me humilhar.
Jogar na minha cara todas as minhas incompetências.
Que só aprendi a contar depois de te conhecer.
Você me ensinou muitas outras coisas também.
Todas erradas.
Mas me ensinou que certo e errado não existem.
Me ensinou a perder o fôlego. A beber uísque. A judiar de meus pulmões. Cada vez mais.
Me ensinou a ter medo e coragem de quem eu sou.
E tentar dizer tudo só com os olhos.
E eu sempre tento.
Mas você não lê.
Não olha. Fracassei.
Você cospe a impossibilidade na minha cara.
E debocha de mim. Aos ouvidos de todos. Dos outros.
Mas nada disso tudo diminui o que eu carrego.
Mais por acaso do que por escolha.
Aqui dentro.
Embalo você.
Vivo sem parir um amor que não parte.
Guardo seu conforto no meu abraço.
Sua presença reside na sua ausência. Mais forte a cada passo mais distante.
Seu tom, sua pele, sua voz, seu calor, seu cheiro.
Aqui dentro.
Embalo você.
*
Você tem sido uma das minhas maiores provações.
Provocações.
Você veio ao mundo para silenciosamente me humilhar.
Jogar na minha cara todas as minhas incompetências.
Que só aprendi a contar depois de te conhecer.
Você me ensinou muitas outras coisas também.
Todas erradas.
Mas me ensinou que certo e errado não existem.
Me ensinou a perder o fôlego. A beber uísque. A judiar de meus pulmões. Cada vez mais.
Me ensinou a ter medo e coragem de quem eu sou.
E tentar dizer tudo só com os olhos.
E eu sempre tento.
Mas você não lê.
Não olha. Fracassei.
Você cospe a impossibilidade na minha cara.
E debocha de mim. Aos ouvidos de todos. Dos outros.
Mas nada disso tudo diminui o que eu carrego.
Mais por acaso do que por escolha.
Aqui dentro.
Embalo você.
Vivo sem parir um amor que não parte.
Guardo seu conforto no meu abraço.
Sua presença reside na sua ausência. Mais forte a cada passo mais distante.
Seu tom, sua pele, sua voz, seu calor, seu cheiro.
Aqui dentro.
Embalo você.
*
Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
*
Essa semana:
Um filme? O equilibrista.
Uma música? Qualquer uma na voz da Janis Joplin.
Uma descoberta? 3 talentos.
Uma delícia? Rolar pelo chão e cosquinhas não permitidas.
Uma perdição? O tapa na perna.
Uma salvação? A professora de dança, a noite regada por vinho, os amigos e "Felizes para sempre".
Um problema? Amar demais a mesma pessoa há tanto tempo.
*
Essa semana:
Um filme? O equilibrista.
Uma música? Qualquer uma na voz da Janis Joplin.
Uma descoberta? 3 talentos.
Uma delícia? Rolar pelo chão e cosquinhas não permitidas.
Uma perdição? O tapa na perna.
Uma salvação? A professora de dança, a noite regada por vinho, os amigos e "Felizes para sempre".
Um problema? Amar demais a mesma pessoa há tanto tempo.
*
Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
*
Frio. Sob o calor abafado de um dia com sol.
Suor em corpo gelado que treme, range e dói de febre.
A impossibilidade de comer agravando o efeito do álcool que penetra e se espalha no sangue.
Ausência de sensações que rompe o contato com os sabores, o cheiro, o calor, o frio, o tato e sabor.
Que rompe qualquer contato.
Ausência de si.
*
Frio. Sob o calor abafado de um dia com sol.
Suor em corpo gelado que treme, range e dói de febre.
A impossibilidade de comer agravando o efeito do álcool que penetra e se espalha no sangue.
Ausência de sensações que rompe o contato com os sabores, o cheiro, o calor, o frio, o tato e sabor.
Que rompe qualquer contato.
Ausência de si.
*
Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
*
As unhas vermelhas are back.
Mais uma noite de bebidinhas, conversas, cigarros, camisolas nas coxas, insônia e falta de inspiração.
O que importa é que já é quarta.
E eu não faço a mínima idéia do que pode acontecer daqui a pouco.
Tomara que seja tão bom quanto os caras que andam descendo na minha estação de metrô pra tentar falar comigo. E que me olham e me devoram sem se aproximarem.
Me agrada ser devorada. Muito. Mesmo só com o olhar.
Vou me deitar e sonhar com você pelado na minha cama.
Me devorando de todas as formas que você quiser.
*
As unhas vermelhas are back.
Mais uma noite de bebidinhas, conversas, cigarros, camisolas nas coxas, insônia e falta de inspiração.
O que importa é que já é quarta.
E eu não faço a mínima idéia do que pode acontecer daqui a pouco.
Tomara que seja tão bom quanto os caras que andam descendo na minha estação de metrô pra tentar falar comigo. E que me olham e me devoram sem se aproximarem.
Me agrada ser devorada. Muito. Mesmo só com o olhar.
Vou me deitar e sonhar com você pelado na minha cama.
Me devorando de todas as formas que você quiser.
*
Terça-feira, 14 de Abril de 2009
*
Cansaço...
E algumas doses de uísque na cabeça numa segunda-feira nada fria que passou rápida demais.
Há mais de uma semana que não rolo pelo chão.
Há bem mais de uma semana que não vejo pessoas muito queridas.
Passei em frente ao seu bar de início de semana, mas você não estava lá.
É hora de ir pra cama mocinha, diz a mãe-consciência.
Meias 5/6 nos joelhos pra espantar o frio e camisola na coxa pra lembrar a infância.
Preciso de algo que cause comoção.
Beijo na bochecha é uma delícia, eu confesso.
Sono, vá embora.
Não posso. Tenho uma vida normal demais pra ignorar.
Abracinho, beijinho, bons amigos por perto.
*
Cansaço...
E algumas doses de uísque na cabeça numa segunda-feira nada fria que passou rápida demais.
Há mais de uma semana que não rolo pelo chão.
Há bem mais de uma semana que não vejo pessoas muito queridas.
Passei em frente ao seu bar de início de semana, mas você não estava lá.
É hora de ir pra cama mocinha, diz a mãe-consciência.
Meias 5/6 nos joelhos pra espantar o frio e camisola na coxa pra lembrar a infância.
Preciso de algo que cause comoção.
Beijo na bochecha é uma delícia, eu confesso.
Sono, vá embora.
Não posso. Tenho uma vida normal demais pra ignorar.
Abracinho, beijinho, bons amigos por perto.
*
Sábado, 11 de Abril de 2009
*
Decadente.
É assim que me sinto o tempo inteiro.
Não sei se gostaria que isso fosse diferente.
Não sei se pareço mais ou menos interessante.
Sei que é assim.
Tento me divertir o tempo todo, porque é o que me resta fazer.
Escrevo freneticamente no meu caderno.
Mas escolhi o silêncio. Aprendi a tratar mal algumas pessoas.
Tenho muita saudade e as pessoas gostam de me julgar.
Tenho muita saudade. É verdade.
Gosto muito.
Mas a vida continuou e eu não posso esperar pra sempre.
Mesmo quando o que eu quero é esperar.
Estou fugindo de mim mesma, daquilo que sinto.
Hoje é dia de hostel, de ir pra outro lado da cidade brincar de encantar gringos.
Quem sabe a gente se esbarra por aí.
Ou não.
Uma coisa é certa. Terá muito uísque, muitos cigarros, música ruim e um pouco de inglês.
*
Decadente.
É assim que me sinto o tempo inteiro.
Não sei se gostaria que isso fosse diferente.
Não sei se pareço mais ou menos interessante.
Sei que é assim.
Tento me divertir o tempo todo, porque é o que me resta fazer.
Escrevo freneticamente no meu caderno.
Mas escolhi o silêncio. Aprendi a tratar mal algumas pessoas.
Tenho muita saudade e as pessoas gostam de me julgar.
Tenho muita saudade. É verdade.
Gosto muito.
Mas a vida continuou e eu não posso esperar pra sempre.
Mesmo quando o que eu quero é esperar.
Estou fugindo de mim mesma, daquilo que sinto.
Hoje é dia de hostel, de ir pra outro lado da cidade brincar de encantar gringos.
Quem sabe a gente se esbarra por aí.
Ou não.
Uma coisa é certa. Terá muito uísque, muitos cigarros, música ruim e um pouco de inglês.
*
Domingo, 22 de Março de 2009
*
O outono chegou.
Sei que não posso exigir muito da vida, mas é que estou sozinha há tempo demais.
Estou enjoada. E não sou linda e comunicativa como muitas meninas que ganham isso de presente quando nascem.
Não tenho talentos. Nem dinheiro. Nem charme.
Há muito tempo que não sei o que é carinho.
E sei que realmente não posso contar com ninguém.
Não sou admirada, nem olhada, nem articulada e menos ainda ouvida.
Porque, não sei bem desde quando, o timbre da minha voz irrita as pessoas.
Deus, sei que seu senso de humor é enorme, infinito, até abusivo algumas vezes.
Mas Você não está cansado de me sacanear, não?
*
O outono chegou.
Sei que não posso exigir muito da vida, mas é que estou sozinha há tempo demais.
Estou enjoada. E não sou linda e comunicativa como muitas meninas que ganham isso de presente quando nascem.
Não tenho talentos. Nem dinheiro. Nem charme.
Há muito tempo que não sei o que é carinho.
E sei que realmente não posso contar com ninguém.
Não sou admirada, nem olhada, nem articulada e menos ainda ouvida.
Porque, não sei bem desde quando, o timbre da minha voz irrita as pessoas.
Deus, sei que seu senso de humor é enorme, infinito, até abusivo algumas vezes.
Mas Você não está cansado de me sacanear, não?
*
Quarta-feira, 18 de Março de 2009
*
Aos curiosos, finalmente.
Nunca escrevi aqui com a pretensão de escrever um livro, ou poemas ou qualquer coisa bonita.
Nunca escrevi aqui pensando em atingir alguém.
Não montei esse espaço com intenções exibicionistas.
Não escrevo para emitir minhas opiniões ou uma opinião que seja sobre as coisas do mundo.
Não tenho essa pretensão de impressionar, ou enganar, ou mentir, inventar, mimetizar.
Não preciso disso.
Assim como não preciso dar tais satisfações.
Não tenho isso aqui por qualquer uma das razões que o mundo moderno leva as pessoas a montarem blogs (carência, atenção, fama literária(?), etc...).
Tenho sim a intenção, não me envergonho e assumo, apesar de muitos condenarem (mas eu não ligo at all, really don't care), de manter isso aqui como um diário.
Sim um diário. Aquela coisa de menininhas pré-pré-adolescentes.
Aquela coisa que quando eu não tenho pra onde correr, não tenho com quem falar, ou como falar, quando sei que ninguém no mundo teria paciência para minhas babaquices e crises existenciais, euforias adolescentes (nunca amadureci), paixonites agudas ou não, e todas as mazelas bem bem mulherzinha.
Sei que posso contar com esse espaço e escrever livremente, sem olhar para caras de reprovação ou de saco cheio, nesse fundo escuro todo meu.
Um espaço para ser livre, sem gastar folhas e folhas de papel, sem gastar tubos de tinta de caneta, sem me preocupar com o desmatamento, aquecimento global, pai, mãe, cachorro, julgamentos e preconceitos, o que meus amigos vão pensar de mim, sem considerar nada, eu venho aqui, olho o vazio e despejo o que há de pior e melhor em mim.
Digo tudo ao nada. Ao meu próprio eco.
Meu vômito sentimental. Minha própria regurgitofagia.
Meu diário todo meu com segredos todos meus.
Sei que um diário é um negócio íntimo, oculto, infantil.
Assim como um diário é deixado na primeira gaveta de uma cômoda sem chave, ou em cima da cama da menina antes dela sair para a escola...
Qual a graça de ter segredos se ninguém tenta descobrí-los?
*
Aos curiosos, finalmente.
Nunca escrevi aqui com a pretensão de escrever um livro, ou poemas ou qualquer coisa bonita.
Nunca escrevi aqui pensando em atingir alguém.
Não montei esse espaço com intenções exibicionistas.
Não escrevo para emitir minhas opiniões ou uma opinião que seja sobre as coisas do mundo.
Não tenho essa pretensão de impressionar, ou enganar, ou mentir, inventar, mimetizar.
Não preciso disso.
Assim como não preciso dar tais satisfações.
Não tenho isso aqui por qualquer uma das razões que o mundo moderno leva as pessoas a montarem blogs (carência, atenção, fama literária(?), etc...).
Tenho sim a intenção, não me envergonho e assumo, apesar de muitos condenarem (mas eu não ligo at all, really don't care), de manter isso aqui como um diário.
Sim um diário. Aquela coisa de menininhas pré-pré-adolescentes.
Aquela coisa que quando eu não tenho pra onde correr, não tenho com quem falar, ou como falar, quando sei que ninguém no mundo teria paciência para minhas babaquices e crises existenciais, euforias adolescentes (nunca amadureci), paixonites agudas ou não, e todas as mazelas bem bem mulherzinha.
Sei que posso contar com esse espaço e escrever livremente, sem olhar para caras de reprovação ou de saco cheio, nesse fundo escuro todo meu.
Um espaço para ser livre, sem gastar folhas e folhas de papel, sem gastar tubos de tinta de caneta, sem me preocupar com o desmatamento, aquecimento global, pai, mãe, cachorro, julgamentos e preconceitos, o que meus amigos vão pensar de mim, sem considerar nada, eu venho aqui, olho o vazio e despejo o que há de pior e melhor em mim.
Digo tudo ao nada. Ao meu próprio eco.
Meu vômito sentimental. Minha própria regurgitofagia.
Meu diário todo meu com segredos todos meus.
Sei que um diário é um negócio íntimo, oculto, infantil.
Assim como um diário é deixado na primeira gaveta de uma cômoda sem chave, ou em cima da cama da menina antes dela sair para a escola...
Qual a graça de ter segredos se ninguém tenta descobrí-los?
*
*
Sou terrivelmente romântica.
'Isso tem me destruído', ela conclui.
Me fez deteriorar ao longo dos anos.
Uma sensação de já ter visto de tudo.
Já viu o suficiente.
'She's so young', ele pensa.
Não é bem assim.
Ela ouve beatles enquanto volta pra casa.
Enquanto um motorista alucinado faz planos de vida e sonha e conta.
Ela acena afirmativamente com a cabeça.
E dança. Todas as segundas e quintas. Com a professora do sul.
'Segundas e quintas', ela pensa. Programação incomum.
De conceitos quebrados. De semanas quebradas.
De movimentos incomuns.
Ela dança sua vida quebrada.
E acha isso tudo muito entediantemente interessante.
Ela olha os cabelos loiros, negros, ruivos, grisalhos e sonha em poder tocá-los.
Sonha com alguém que a desejasse.
Uma chuva que sussurra molha o céu on fire.
Permanece on line para qualquer terráqueo que tente fazer contato.
E pensa em cada uma das palavras desperdiçadas. Despedaçadas.
Ela ouve Sophisticated Lady e lembra-se de tudo que se tornou.
Do caminho até ali. Da ausência de chegada.
Um barulho de chaves na bolsa dando o tom.
Dó menor.
*
Sou terrivelmente romântica.
'Isso tem me destruído', ela conclui.
Me fez deteriorar ao longo dos anos.
Uma sensação de já ter visto de tudo.
Já viu o suficiente.
'She's so young', ele pensa.
Não é bem assim.
Ela ouve beatles enquanto volta pra casa.
Enquanto um motorista alucinado faz planos de vida e sonha e conta.
Ela acena afirmativamente com a cabeça.
E dança. Todas as segundas e quintas. Com a professora do sul.
'Segundas e quintas', ela pensa. Programação incomum.
De conceitos quebrados. De semanas quebradas.
De movimentos incomuns.
Ela dança sua vida quebrada.
E acha isso tudo muito entediantemente interessante.
Ela olha os cabelos loiros, negros, ruivos, grisalhos e sonha em poder tocá-los.
Sonha com alguém que a desejasse.
Uma chuva que sussurra molha o céu on fire.
Permanece on line para qualquer terráqueo que tente fazer contato.
E pensa em cada uma das palavras desperdiçadas. Despedaçadas.
Ela ouve Sophisticated Lady e lembra-se de tudo que se tornou.
Do caminho até ali. Da ausência de chegada.
Um barulho de chaves na bolsa dando o tom.
Dó menor.
*
*
As unhas descascadas.
Sem acetona pra dar cabo desse aspecto... meio puta meio rock 'n roll...
Um par de olhos que tremem e ficam bem vermelhos sem consentimento da razão.
Um par de pernas que tem medo de se abrir e medo de cair.
A ausência e a overdose brincando na gangorra.
Um grito solto e louco percorrendo a masmorra sem portas ou janelas.
Aquela saudade que nunca morre.
Minha lucidez que dança e ri enquanto pula no ralo.
A mistura da intensidade da cidade com o vazio no peito da garota.
Da intensidade da garota com o vazio na mente da cidade.
Num corpo dessa idade.
Num copo dessa viagem.
A roupa nova encostada num carro bem sujo.
A inocência rasgada entre os dentes de um cão.
Um rosnado. Duas asas caídas.
Um egoísmo com o tamanho e força de um buraco negro que vai sugando tudo para dentro de si...
Até não restar mais nada além do próprio silêncio.
*
As unhas descascadas.
Sem acetona pra dar cabo desse aspecto... meio puta meio rock 'n roll...
Um par de olhos que tremem e ficam bem vermelhos sem consentimento da razão.
Um par de pernas que tem medo de se abrir e medo de cair.
A ausência e a overdose brincando na gangorra.
Um grito solto e louco percorrendo a masmorra sem portas ou janelas.
Aquela saudade que nunca morre.
Minha lucidez que dança e ri enquanto pula no ralo.
A mistura da intensidade da cidade com o vazio no peito da garota.
Da intensidade da garota com o vazio na mente da cidade.
Num corpo dessa idade.
Num copo dessa viagem.
A roupa nova encostada num carro bem sujo.
A inocência rasgada entre os dentes de um cão.
Um rosnado. Duas asas caídas.
Um egoísmo com o tamanho e força de um buraco negro que vai sugando tudo para dentro de si...
Até não restar mais nada além do próprio silêncio.
*
Domingo, 15 de Março de 2009
*
Minha cabeça pedindo silêncio e dizendo que eu deveria apenas ouvir um pouco de música.
O silêncio estava ali e foi rejeitado.
Bastou uma vírgula áspera, bem áspera, para eu entender que nada deveria ser dito.
Mas minha dura teimosia insistiu.
E eu ganhei muitos outros conflitos e caras feias.
Entupi meus ouvidos com mais músicas e minha cabeça quase caiu de meus ombros de tanta reflexão.
Parei de refletir e joguei um pouco de rímel e sombra sobre duas lágrimas que inundaram meu rosto.
Mais grosseria. Mais confusões. Mais grosserias...
Olhei no espelho a maquiagem intacta e me entupi de cigarros. Presentinho da noite anterior. De despedida talvez.
As pessoas tem se despedido de mim.
Da pior maneira.
E eu sei que sou eu mesma a culpada de tudo isso.
E que tudo que posso fazer é castigar meus pulmões.
Mas o que essas pessoas não sabem é o quanto eu necessito delas.
Mesmo que seja só do silêncio ou do abraço.
Qualquer olhar me basta.
E ali no meio de tudo, quando eu estava prestes a perder minha lucidez, alguém confessa que também está cansado de tanta afetação, de tanta babaquice.
Vou traçar um plano e frequentar mais a vila madalena.
Beber mais quieta no meu canto. Ler uns livros na Mercearia São Pedro.
Não fazer mais amizades. Não com gente babaca.
Vou fazer um voto de silêncio.
Deixar de ser babaca também.
Porque eu não estou isenta.
Ninguém está.
*
Minha cabeça pedindo silêncio e dizendo que eu deveria apenas ouvir um pouco de música.
O silêncio estava ali e foi rejeitado.
Bastou uma vírgula áspera, bem áspera, para eu entender que nada deveria ser dito.
Mas minha dura teimosia insistiu.
E eu ganhei muitos outros conflitos e caras feias.
Entupi meus ouvidos com mais músicas e minha cabeça quase caiu de meus ombros de tanta reflexão.
Parei de refletir e joguei um pouco de rímel e sombra sobre duas lágrimas que inundaram meu rosto.
Mais grosseria. Mais confusões. Mais grosserias...
Olhei no espelho a maquiagem intacta e me entupi de cigarros. Presentinho da noite anterior. De despedida talvez.
As pessoas tem se despedido de mim.
Da pior maneira.
E eu sei que sou eu mesma a culpada de tudo isso.
E que tudo que posso fazer é castigar meus pulmões.
Mas o que essas pessoas não sabem é o quanto eu necessito delas.
Mesmo que seja só do silêncio ou do abraço.
Qualquer olhar me basta.
E ali no meio de tudo, quando eu estava prestes a perder minha lucidez, alguém confessa que também está cansado de tanta afetação, de tanta babaquice.
Vou traçar um plano e frequentar mais a vila madalena.
Beber mais quieta no meu canto. Ler uns livros na Mercearia São Pedro.
Não fazer mais amizades. Não com gente babaca.
Vou fazer um voto de silêncio.
Deixar de ser babaca também.
Porque eu não estou isenta.
Ninguém está.
*
Domingo, 1 de Março de 2009
*
Abandono
Cada coisa
Aos poucos
Pra que ninguém sinta
Para que eu não sinta
Que fui esquecida
Nesse canto do mundo
Nessa posição
Fetal
Vou voltar
Para dentro
de mim.
Porque eu não existo
nesse calor
Eu não resisto.
Vou soltar os cachorros
Vou ligar o chuveiro
E o gás
Vou me deitar nua
Debaixo do ventilador.
Porque nesse calor
Eu não existo
Não resisto
Sem você.
*
Abandono
Cada coisa
Aos poucos
Pra que ninguém sinta
Para que eu não sinta
Que fui esquecida
Nesse canto do mundo
Nessa posição
Fetal
Vou voltar
Para dentro
de mim.
Porque eu não existo
nesse calor
Eu não resisto.
Vou soltar os cachorros
Vou ligar o chuveiro
E o gás
Vou me deitar nua
Debaixo do ventilador.
Porque nesse calor
Eu não existo
Não resisto
Sem você.
*
Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009
*
Estrangeiro,
O nosso silêncio conversa.
Gosto daquele jeito que seus olhos tem de olhar tudo e todos.
Bem quieto. Magro. Com seus cigarros e suas garrafas. Sempre generoso.
Verdadeiro.
Me pedindo pra tirar os pés da cadeira porque vai sentar. Decidido.
Arriscando sem conhecer. Jogando com a solidão.
Sem sentir medo disso.
Gosto da cor do seu cabelo. A cor que você desmente.
Gosto de te descobrir aos poucos.
Das nossas confusões.
Gosto da forma que você vai embora sem cerimônias.
Sem beijo de despedida.
*
Estrangeiro,
O nosso silêncio conversa.
Gosto daquele jeito que seus olhos tem de olhar tudo e todos.
Bem quieto. Magro. Com seus cigarros e suas garrafas. Sempre generoso.
Verdadeiro.
Me pedindo pra tirar os pés da cadeira porque vai sentar. Decidido.
Arriscando sem conhecer. Jogando com a solidão.
Sem sentir medo disso.
Gosto da cor do seu cabelo. A cor que você desmente.
Gosto de te descobrir aos poucos.
Das nossas confusões.
Gosto da forma que você vai embora sem cerimônias.
Sem beijo de despedida.
*
*
A noite até surpreendeu.
Ai, cansei dessa vida...
Cansei de ter expectativas.
Cansei de ter qualquer tipo de sentimento.
Cansei de ter que adivinhar o que está na cabeça de algumas pessoas.
*
A noite até surpreendeu.
Ai, cansei dessa vida...
Cansei de ter expectativas.
Cansei de ter qualquer tipo de sentimento.
Cansei de ter que adivinhar o que está na cabeça de algumas pessoas.
*
Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009
*
Tem um cara gordo na minha TV.
Enquanto meu corpo permanece em silêncio para tudo que a noite promete.
Para bons cigarros, o copo de whisky colado na mão e aqueles caras dizendo como minha amiga é linda.
E ela é.
Uma cidade vazia esperando estripulias. As minhas e as suas.
Vamos estar muito bem acompanhados essa noite.
Mas bem sozinhos também.
Enquanto isso a música vai fazer minha cabeça e arranhar sua garganta.
Porque hoje é um daqueles dias em que a cidade passa correndo por cima de nossas cabeças.
Mesmo quando tudo permanece em silêncio.
*
Tem um cara gordo na minha TV.
Enquanto meu corpo permanece em silêncio para tudo que a noite promete.
Para bons cigarros, o copo de whisky colado na mão e aqueles caras dizendo como minha amiga é linda.
E ela é.
Uma cidade vazia esperando estripulias. As minhas e as suas.
Vamos estar muito bem acompanhados essa noite.
Mas bem sozinhos também.
Enquanto isso a música vai fazer minha cabeça e arranhar sua garganta.
Porque hoje é um daqueles dias em que a cidade passa correndo por cima de nossas cabeças.
Mesmo quando tudo permanece em silêncio.
*
Domingo, 15 de Fevereiro de 2009
Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009
*
Felicidade?
Eu saquei qual era o papo da realidade bem antes de completar 15 anos.
Essas meninas que andam por aí fazendo cara de que sabem das coisas e
vestem atitude blasé, não imaginam a metade.
Estão é habituadas a serem lindas e ricas, sustentadas pelo papai.
E habituadas a parecerem o que parecem. Porque assim é tudo mais fácil.
Usando o que ganham como semiseresconhecidos neopobres para sustentar seus falsos vícios.
Fingindo que são tristes.
Fazendo suas poses em baladas bem badaladas.
Mas eu tô cansada demais.
Pra isso.
Pra explicar qualquer coisa pra qualquer um.
E daí ficam tirando conclusões erradas.
E eu concordo.
Por pura preguiça.
Por egoísmo.
E me deito em camas alheias.
E entrego meu silêncio pra qualquer um.
E assisto a tudo com um copo e um cigarro nas mãos.
As pernas cruzadas e o meu pé pequeno apontando o que acontece.
Já não procuro com quem dividir o cinzeiro.
Descobri que o cara pra quem eu ofereci o cigarro não fuma.
*
Felicidade?
Eu saquei qual era o papo da realidade bem antes de completar 15 anos.
Essas meninas que andam por aí fazendo cara de que sabem das coisas e
vestem atitude blasé, não imaginam a metade.
Estão é habituadas a serem lindas e ricas, sustentadas pelo papai.
E habituadas a parecerem o que parecem. Porque assim é tudo mais fácil.
Usando o que ganham como semiseresconhecidos neopobres para sustentar seus falsos vícios.
Fingindo que são tristes.
Fazendo suas poses em baladas bem badaladas.
Mas eu tô cansada demais.
Pra isso.
Pra explicar qualquer coisa pra qualquer um.
E daí ficam tirando conclusões erradas.
E eu concordo.
Por pura preguiça.
Por egoísmo.
E me deito em camas alheias.
E entrego meu silêncio pra qualquer um.
E assisto a tudo com um copo e um cigarro nas mãos.
As pernas cruzadas e o meu pé pequeno apontando o que acontece.
Já não procuro com quem dividir o cinzeiro.
Descobri que o cara pra quem eu ofereci o cigarro não fuma.
*
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